KŪMA – 空間

Na estética japonesa, KŪMA é o espaço vivido, não o vazio morto, e sim o campo onde algo pode acontecer.

Aqui, a arte não ocupa.
Ela habita.

 

Sobre o curador:

YUSK – @imaiyusk
www.yusk.me

Com 23 anos de trajetória nas artes plásticas, Yusk construiu uma obra marcada pela autenticidade e qualidade técnica, explorando temas existencialistas e espirituais sobre a fragilidade identitária do ser humano. Atualmente sua carreira conta com 11 exposições individuais, nove delas em instituições internacionais, dezenas de mostras coletivas ao redor do mundo onde colaborou também com grandes nomes da arte contemporânea.
Representado por duas galerias internacionais, foi convidado em 2025 para assumir a curadoria da Casa Osten, ao iniciar um projeto de fomento à cultura. Sob sua direção curatorial, a Casa Osten vem consolidando um programa inclusivo que equilibra qualidade artística e oportunidade.
Em 2025, foram oito exposições que aproximaram artistas emergentes e nomes estabelecidos da cena paulistana. Para 2026, a programação conta com 10 exposições, reunindo grandes nomes da arte de São Paulo, além de uma série de projetos culturais paralelos que ampliam o diálogo cultural entre o espaço e o público.

 

Confira as exposições que já recebemos aqui na Casa Osten:

 

João Ruas – @feral_kid
FRAME – Posteres serigráficos de João Ruas

Dezembro de 2025 à Janeiro de 2026

 

João Ruas reúne pôsteres oficiais (incluindo rascunhos e artes originais) que criou para filmes icônicos como: Sangue Negro, Magnólia, Venha e Veja, Sob a Pele, Ran e O Sétimo Selo.
São peças encomendadas pelos estúdios detentores dos direitos e contam com a aprovação de seus diretores, como o pôster de “Sangue Negro” aprovado por Paul Thomas Anderson ou “RAN” pela Kadokawa e aprovado pela própria familia de Akira Kurosawa.

Ruas equilibra precisão e erosão, controle e acaso. A influência do conceito japonês de wabi-sabi (侘寂) é clara. Em uma conversa em seu estúdio no bairro do Ipiranga, ele diz que “destruir” a obra não só se tornou parte do seu processo criativo como também é hoje seu momento favorito.

Em FRAME, Ruas apresenta o pôster como relíquia através de sua poesia e habilidade técnica que beira o inacreditável, não só impressionando a nós leigos, mas também a todos os profissionais da arte, incluindo professores e colegas artistas ao redor do mundo.

Acima, não uso a palavra “relíquia” como hipérbole: os pôsteres presentes na mostra foram produzidos pela americana Mondo e a inglesa Black Dragon Press, possuem de 6 á 8 cores serigrafadas e a maioria deles são também a última cópia de suas respectivas tiragens disponíveis no acervo pessoal do artista.

Já teve exposições em galerias nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Itália, China e Austrália e seu trabalho faz parte da coleção permanente do Urban Nation Museum em Berlim, Alemanha e suas obras estão presente em coleções particulares em todo o mundo. O artista participou de projetos com instituições como HBO, The New York Times, Amazon Studios, A24, Penguin Random House, The Telegraph, The Sunday Times, VERTIGO / DC Comics, Wired Magazine entre outras. Atualmente vive e trabalha em São Paulo.

FRAME- é uma introdução ao trabalho fenomenal de João Ruas e é um privilégio poder apresentá-la aqui, na Casa Osten – Yusk.

 

 

Marina Nacamuli – @marinanacamuli
Os meus dias são como a sombra da tarde que se vai!

Novembro de 2025

 

Uma estrada vazia. Um terço balança no retrovisor – única presença na escuridão da noite –
Um posto de gasolina solitário ostenta um letreiro parcialmente destruído por uma tempestade, insinuando uma nova identidade híbrida – she / he – e deixando a mostra os desgastes sofridos, o descaso e os reparos que nunca chegam.

No espaço limiar entre o dia e a noite, Marina Nacamuli apresenta, no térreo da Casa Osten, um primeiro recorte atmosférico da sua pesquisa fotográfica. A artista se debruça sobre a poesia que habita os intervalos – na deliquescência e na fragilidade dos rastros humanos antes do desaparecimento – e encontra beleza na aspereza das letras pichadas nas paredes urbanas que espelham a passagem do tempo.

Quartos de hotel e cômodos desocupados exibem lençóis vazios – no máximo uma silhueta a contra luz – e é como se, pela ausência, a presença dos seus ocupantes se tornasse mais evidente, como fantasmas, que pairam no ar e acabam se imprimindo no canto da retina. Nesses espaços de transição, o vazio é um espelho que devolve ao visitante a possibilidade de imaginar as muitas versões da vida que ali passou

Em contraponto ao ambiente noturno – que anuncia um fotolivro temático e uma segunda exposiçāo da artista na casa – as imagens do andar superior trazem uma luz difusa, uma paleta pastel de cores como desbotadas pelo sol, e paisagens que evocam sonhos da infância.

Aqui, Nacamuli entrega fotografias íntimas onde se vislumbram fragmentos de sua própria historia: fotografias do seu pai – quem primeiro incentivou a sua prática artística -, tempos inocentes e suas pelúcias, uma roda gigante que gira lentamente ou uma bola de futebol que flutua na água.
Uma ternura discreta e uma nostalgia suave afloram do papel fotográfico, convivendo com imagens que evocam fé, desejos e promessas murmuradas – em voz alta ou no silencio da mente – talvez como um gesto de amparo diante do peso dos dias.

A paz relativa que emana dessas imagens dialoga e se tensiona com a vitalidade urbana: os televisores suspensos dos bares, as janelas, as escadas, as feiras e avenidas pulsantes. A feira do rolo, onde objetos encontram novos donos, surge como metáfora da cidade que recicla e reinventa suas histórias. Poltronas e colchões largados no asfalto por outro lado falam da sobrevivência, dos corres e e improvisos que preenchem os buracos da vida.

Sobretudo estes fragmentos urbanos revelam um olhar peculiar e atento ao outro – mesmo quando ausente do quadro -, atento ao tempo que se vai e a poesia agridoce que acompanha os ciclos da vida, a engrenagem dos dias e das horas, e ainda à potência cinematográfica que, de repente, se insinua em uma esquina qualquer.

Meus dias são como a sombra da tarde que se vai apresenta assim um percurso nāo linear, transversal e pouco óbvio da pesquisa artística de Marina Nacamuli: um mosaico de viagens, naturezas-mortas, retratos e cenas cotidianas que capturam atmosferas, emoções e silêncios e deixam aberta a possibilidade de uma apropriação pelo publico, sob o prisma delicado de uma artista com a sensibilidade a flor da pele.

Abraçando a poesia abrupta de Roberto Piva e influências que atravessam referências da fotografia, do cinema e da moda até cenas de vida – de amigos e desconhecidos com quem frequentemente cria laços douradoros – , Marina Nacamuli constrói, por meio da fotografia analógica, uma linguagem singular. Percorrendo as ruas e bocas de Sāo Paulo, Paris, Miami, Nova Iorque ou de Santo Domingo, ela transita entre territórios, mundos e submundos, vagando entre o dia e a noite, registrando emoções e fragmentos de existência como quem escreve um diário.

Meus dias são como a sombra da tarde que se vai revela trechos deste diário pessoal, uma cartografia de afetos dispersos que encontra no olhar sensível da artista uma espécie de abrigo e se revela aos poucos, como a película no quarto escuro, banhado por uma luz tímida que suaviza as angústias inscritas nas paredes da noite. – Julie Dumont.

 

 

Nypes – @nypes
Memorias futuras

Outubro de 2025

 

“Memórias Futuras é um território de transição onde passado, presente e futuro coexistem. A exposição é um recorte da minha trajetória, mostrando obras que nascem da memória do meu percurso e das experimentações que expandem o meu fazer artístico no presente. Cada gesto, cada camada de fumaça, cada composição atravessa o tempo: ecoa do passado, pulsa no agora e aponta possibilidades à frente. Olhar para essas memórias é também olhar adiante e permitir que a curiosidade pelo que ainda vai chegar transforme a experiência da obra. É minha forma de contemplar não apenas o que foi construído, mas também os fluxos que se sobrepõem às transformações e os horizontes que se revelam a cada instante — não como desfecho, mas como auto-descoberta viva da minha própria linguagem.”

Nypes

“A Casa Osten recebe a primeira exposição do ilustrador Renan “NYPES” como artista plástico.
O trabalho do Renan têm um nível de autenticidade raro, sua paleta de cores e habilidade de criar movimentos com linhas me traz à mente algumas referências, dentre elas a principal sendo a obra do grande Moebius. Estou curioso para ver como a obra do NYPES se desenvolverá ao longo dos próximos anos e espero que esta exposição sirva de ponta pé inicial ao que pode vir a ser uma grande carreira no mundo da arte.” – Yusk.

 

 

Dante Horoiwa-  @dantehoroiwa

Setembro de 2025

 

Dante Horoiwa

As obras de Dante Horoiwa evocam o que o semiótico Charles Sanders Peirce conceituou como “admirável”: uma obra que desperta um modo de apreensão estética arrebatadora. Trata-se de uma experiência que articula percepção emocional e intelectual, mas também um reconhecimento — ou reconexão — com um mundo desconhecido que intuímos ter habitado em outro espaço e tempo.

Esse universo outro que Dante Horoiwa instaura dialoga com sua própria busca identitária: enquanto ser humano, enquanto artista, enquanto descendente de uma linhagem ancestral. O artista empreendeu uma viagem ao Japão à procura de suas origens e encontrou como resposta os Ainu, povo originário que habita e habitava as regiões do norte e nordeste do Japão, principalmente Hokkaidō e Tohoku. Em obras como “Impermanente” (2015) ou “Memória Ancestral” (2017), uma atmosfera mística e seres misteriosos lide cabelos longos marcam presença nas telas, como emanações dessa herança ancestral.

Sonhou certa vez com uma mulher que trazia um círculo dourado na testa e que, levitando para fora da janela, dizia-lhe que deveria deixar os galhos crescerem além do limite da janela — e que a encontraria na natureza. Pouco depois, isolou-se em um sítio em Minas Gerais. A Força Elemental (Árvore Interna) (2014) também emergiu de visões que surgiram durante um ritual, e revela como o seu processo criativo se alimenta de experiências liminares.

Além das exposições no Brasil, Dante possui um histórico internacional significativo: Sidney e Melbourne, na Austrália; Monterrey, no México; Nova York e San Jose, nos Estados Unidos. Realizou murais monumentais em Rotterdam, Holanda, e em Minsk, Bielorrússia. O processo criativo deste mural bielorrusso integra a presente mostra.

A intuição governa seu processo criativo, manifestando-se em visões, sonhos e súbitas revelações que dialogam poeticamente com o dom premonitório de seu avô. Esta recente aproximação com o Japão — tanto pela viagem quanto pela decisão de estabelecer residência no país — representa um momento de transformação: novos símbolos e referências se incorporarão à sua linguagem visual, prometendo a criação de obras ainda mais “admiráveis”. – Michiko Okano.

 

 

Hayashi – @rahayashi
Talvez, nunca tenha escolhido

Julho de 2025

 

 

“Unidade como fragmento”

A construção de uma estética híbrida

“A trajetória de Hayashi parte das margens (geográficas, culturais e simbólicas) para afirmar uma prática artística que tem no hibridismo sua principal força poética. Crescido em um ambiente familiar sem vínculos com as artes visuais tradicionais, sua formação se deu fora dos espaços institucionais: entre telas de televisão, páginas de mangás e mensagens conscientes do rap. Resignificando esta (até então) “ausência”, o artista reconhece nessa origem fragmentária um gesto legítimo de pertencimento contemporâneo.

Duas linguagens marcaram profundamente seu olhar: a animação japonesa e o rap. O anime lhe ofereceu uma alfabetização visual e simbólica, pela complexidade narrativa e pela recombinação de filosofias e mitologias diversas. O rap, por sua vez, lhe apresentou uma ética crítica e social, moldando sua escuta e consciência das tensões do mundo. Ambos os campos, ainda que distintos em origem, operam de maneira semelhante: apropriando-se de fragmentos (sonoros, simbólicos, culturais) para construir novos sentidos.

Essa estética da colagem, da recombinação e da intertextualidade se desdobra diretamente na prática de Hayashi, que se entende também como um corpo híbrido: descendente de japoneses, portugueses, indígenas e brasileiros diversos. Sua obra é reflexo disso — um território em que o erudito e o popular, o ancestral e o futurista, o local e o global, coexistem em fricção constante.

Mais do que justapor referências, Hayashi reinventa suas bases culturais por meio da manipulação crítica e sensível dos códigos visuais. Tal como o Rap que sampleia sons esquecidos ou um animador que embaralha religiões, filosofias e ficções científicas, ele opera como editor da realidade — reorganizando ruínas, símbolos e memórias em narrativas próprias. A tecnologia, nesse processo, não é só ferramenta, mas extensão poética de sua linguagem.

Sua obra afirma, portanto, que a criação não nasce do “original”, mas do deslocamento: daquilo que se desloca entre lugares, tempos e influências. E é nesse gesto — o de colar o que foi separado, de tornar visível o que foi marginalizado — que reside a potência ética e estética de seu trabalho.” – Yusk

“Eu fico extremamente feliz em ver como seu trabalho continua unindo pessoas excepcionais sob um único objetivo: a vontade sincera de dividir sua arte com o mundo.
Obrigado por topar mais essa comigo, meu amigo.” – Yusk.

 

 

Kaori Nagata – @kaorinagataart
Crepúsculo outonal —
o caqui e o céu destilam
doce âmbar.

Abril 2025

 

 

Como seiva da doçura do tempo, o hoshigaki cristaliza séculos de tradição japonesa. Originário do período Heian (794–1185), esse método surgiu como forma de preservar a fruta, evitar o desperdício e criar um doce natural antes da popularização do açúcar. O processo envolve descascar caquis taninosos (do tipo que “amarra a boca”), pendurá-los e massageá-los suavemente por semanas, até que adquiram uma textura macia e um sabor intenso. O resultado transcende a fruta — guarda, em seu interior, a paciência da espera e, na superfície, a luz concentrada de outonos passados.

A prática da artista brasileira Kaori Nagata com o hoshigaki começou em 2017, durante sua exposição individual Inheritance is Accidental (A herança é acidental), na qual homenageou a avó materna por meio de objetos pessoais e memórias afetivas ligadas ao sabor nostálgico da iguaria. Na ocasião, serviu hoshigakis trazidos do Japão e, em uma roda de conversa, os visitantes compartilharam reflexões sobre as memórias que emergem pelo ato de comer. Entre março e abril de 2020, aprendeu a produzir seu próprio hoshigaki, dando vida à lembrança da avó e perpetuando a tradição por ela praticada. Desde então, a produção tornou-se um ritual anual — um processo que, nas palavras da artista, tem como ingredientes principais a contemplação e o cuidado.

Na exposição da Casa Osten, Nagata apresenta uma instalação composta por quatro estruturas de madeira — inspiradas nas que utiliza em casa, há cinco anos, para secar os frutos. Ali, a experiência atravessa os sentidos sem hierarquia, em uma vivência simultaneamente visual e sensorial. Em uma paleta que vai do amarelo vibrante ao laranja queimado, quase marrom, do caqui desidratado, pinta-se no espaço a passagem do tempo. A fruta seca, que ao fim da mostra poderá ser degustada, carrega em seu sabor todos os dias que ali repousou e todos os olhares que a contemplaram.

Em uma experiência doce sobre paciência e reflexão, Nagata nos convida a desacelerar, a reviver memórias e a lidar com o tempo de outra forma. Ao longo de um mês, a obra revela a transformação lenta dos frutos, criando uma ponte entre a tradição íntima e a vivência coletiva. A artista lembra que, na infância, nosso vocabulário é reduzido, mas a experiência com o mundo é plena — mediada sobretudo pelo tato, olfato e paladar. À medida que envelhecemos, privilegiamos a visão e a audição, hierarquizando os sentidos e adormecendo as potências de uma estética do gosto.

Colhido maduro, mas ainda firme. Lavar e selecionar os frutos. Nagata perdeu a avó ainda muito jovem, com oito ou nove anos, mas a lembrança do sabor permanece viva em sua memória. Ela relata: “Confesso que até a memória da minha avó fazendo [o hoshigaki] é nebulosa, mas o sabor não. Ele traz clareza às lembranças e à presença dela. Por isso, produzir todo ano é tão importante para mim.” Sua experiência revela como a presença de alguém pode não se traduzir em palavras ou imagens — intangível mas fixar-se no corpo pelo sabor.

A antropóloga Julia Powles, em estudo com refugiados angolanos na Zâmbia (2002), mostrou como a ausência do peixe — alimento central em sua cultura — tornou-se uma memória corpórea mais eloquente que qualquer narrativa. Essa “memória do paladar” materializa o deslocamento. O trabalho de Nagata com o hoshigaki opera um movimento inverso, porém complementar: se, para os refugiados, a falta do sabor familiar simboliza a perda, para ela, a presença do doce de caqui reativa a conexão com a avó e sua herança japonesa. Assim, sua experiência ancora-se não apenas no tempo, mas na territorialidade.

Em 1793, durante a Revolução Francesa, criou-se o Calendário Revolucionário Francês — uma tentativa de substituir referências cristãs por uma estrutura baseada na natureza e na razão. Os doze meses de trinta dias receberam nomes inspirados nas estações (como Vendémiaire, da colheita das uvas, ou Floréal, das flores), enquanto cada dia era nomeado por elementos do mundo agrícola (como “Trigo” ou “Abelha”), em vez de santos. O calendário buscava alinhar a contagem do tempo aos ciclos naturais.

Assim como o Calendário Revolucionário propôs uma métrica temporal ancorada na natureza, a obra de Nagata redefine poeticamente a temporalidade, guiada por ritmos naturais e memória afetiva. Enquanto o calendário francês impunha uma racionalidade política ao tempo, Nagata cria um calendário íntimo: sua secagem de caquis transforma meses de espera em gestos ritualísticos — cada fruto massageado e compartilhado torna-se um marcador corpóreo do tempo. Um tempo não linear, mas cíclico, sazonal e ancestral. Se os revolucionários fracassaram em secularizar o tempo, a artista institui um relógio orgânico, mostrando como os meses podem ser contados não por decretos, mas pelo amadurecimento de memórias e sabores que renascem a cada outono.

Se Powles revelou como a ausência de sabores marca identidades deslocadas, Nagata demonstra como sua presença as reconstroi. Ambos os casos confirmam que o paladar é um dos arquivos mais potentes da memória humana — capaz de registrar perdas e de curá-las. – Julia Cavazzini Cunha

Quer conhecer mais
a Casa Osten?

Entre em contato através do número:

Dúvidas e mais informações

Envie sua mensagem

    WhatsApp